quinta-feira, 10 de março de 2011


O QUE SAI DA NOSSA BOCA!

“abençoai aos que vos perseguem; abençoai, e não amaldiçoeis” – Romanos 12:14

Outro dia estava ouvindo uma rádio evangélica onde o pastor estava orando e pedia que as pessoas repetissem a oração. Ele dizia mais ou menos isso: “Senhor, sejam abençoados os que me abençoam” e as pessoas repetiam isso e depois ele disse:” Sejam amaldiçoados, os que me amaldiçoam”! Na hora que ouvi isso congelei. Não acreditei que um líder, numa rádio de grande alcance, pudesse estar levando o povo a repetir aquilo. Onde estava Jesus no meio daquelas palavras? Fiquei o dia todo pensativa, pois eu sei o poder que o tal pregador tem em influenciar as pessoas e o meu coração doeu muito em saber que muitos, mas muitos mesmo não pregam o evangelho, e sim palavras soltas que estão mortas.

Da nossa boca procedem a benção e maldição (Tiago 3:10). Muitas pessoas, até mesmo cristãos, por não acreditarem nisso tem vivido uma vida cheia de derrotas. No calor das emoções, ou em tom de brincadeiras, falam se pensar e acabam amaldiçoando seus filhos, seu emprego, a si mesmo, o país em que vivem. Vivemos no reino natural, mas o reino espiritual é muito presente no nosso dia a dia. Nossas palavras são colhidas no reino espiritual e se revertem em bênçãos ou maldições para nós mesmos!

A bíblia nos ensina que pelas nossas palavras seremos justificados e condenados no dia do juízo, isso está em Mateus 12:36,37. Devemos abençoar sempre e a todos. É muito fácil liberar palavras abençoadoras para aqueles que amamos ou queremos bem. Mas como é difícil fazer o mesmo com aqueles que nos perseguem, nos caluniam, nos amaldiçoam. Veja o que a palavra de Deus nos diz em Lucas 6:27-31 "Mas a vós que ouvis, digo: Amai a vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam, bendizei aos que vos maldizem, e orai pelos que vos caluniam. Ao que te ferir numa face, oferece-lhe também a outra; e ao que te houver tirado a capa, não lhe negues também a túnica. Dá a todo o que te pedir; e ao que tomar o que é teu, não lho reclames. Assim como quereis que os homens vos façam, do mesmo modo lhes fazei vós também.”

Devemos nos policiar, vigiar o que estamos falando. Eu ouço algumas pessoas falando que não sabem evangelizar e já falei inúmeras vezes que evangelizamos através do nosso testemunho. Nosso linguajar, a maneira como expressamos nossos pensamentos, reflete o tipo de cristão que somos, reflete aquilo que servimos e acreditamos. Você quer viver, quer experimentar algo novo na sua vida? Comece modificando as suas palavras. Ao acordar, abençoe o seu dia, libere palavras de vitórias, declare as promessas de Deus para o seu dia, para a sua família. Abençoe a vida do seu chefe, dos seus colegas no trabalho e ore por eles. Libere palavras de bênçãos para seus filhos, mesmo quando eles desafiarem a sua paciência.

Nós somos chamados para sermos abençoadores no meio em que vivemos, para fazer conhecido o nome de Jesus, a graça de Deus, o evangelho da paz, as boas novas de salvação; de palavras torpes, palavras de desânimo, de ofensas e gritarias o mundo está cheio. A palavra de Deus nos diz que a nossa boca fala daquilo que o coração está cheio. Se não estivermos cheios de Deus, das virtudes do Senhor, cheios da presença do Espírito Santo, liberaremos palavras mortas, palavras vazias, palavras que não trazem paz, esperança, consolo, VIDA!

Devemos saber quando falar e quando nos calar. Principalmente se não sabemos o que falar e se as nossas palavras não trouxerem edificação!

Pense Nisso:

(Autor Desconhecido)

Certa manhã, meu pai, muito sábio, convidou-me a dar um passeio no bosque e eu aceitei com prazer.
Ele se deteve numa clareira e, depois de um pequeno silêncio, me perguntou:
- Além do cantar dos pássaros, você está ouvindo mais alguma coisa?
Apurei os ouvidos alguns segundos e respondi:
- Estou ouvindo um barulho de carroça.
- Isso mesmo, e de uma carroça vazia. . .
Perguntei-lhe então:
- Como o senhor sabe que a carroça estava vazia, se ainda não a vimos?
- Ora, respondeu ele, é muito fácil saber se uma carroça está vazia por causa do barulho. Quanto mais vazia a carroça, maior é o barulho que ela faz.
Tornei-me adulto, e até hoje, quando vejo uma pessoa falando demais, tratando o próximo com grossura, prepotente, interrompendo a conversa dos outros ou querendo demonstrar que é dona da verdade, tenho a impressão de ouvir a voz do meu pai, dizendo: “Quanto mais vazia a carroça, maior é o barulho que ela faz…”

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